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14 Junho, 2021

Nação Portista

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FC Porto e o mercado: Corona e Otávio entre os mais “apetecíveis”

Dragões querem manter espinha dorsal, mas Fernando Gomes recordou, em entrevista ao JN, que há ativos com cláusulas de rescisão atrativas. As do extremo e do médio são duas delas.

O plano de ataque do FC Porto para a próxima época está definido. O objetivo, segundo Fernando Gomes, passa por “manter a base do plantel para 2021/22”. Contudo, o administrador da SAD tem noção de que há leis do mercado contra as quais os azuis e brancos nada podem fazer. Principalmente quando um clube mais endinheirado decide colocar em cima da mesa muitos milhões de euros. “Alguns jogadores têm cláusula de rescisão apetecível e, nesses casos, não há nada a fazer”, referiu, em entrevista ao Jornal de Notícias.

Segundo informações obtidas por O Jogo e dados tornados públicos ao longo do tempo, Tecatito Corona e Otávio – dos ativos mais valiosos dos Dragões – são dois desses exemplos. Pelo menos durante a fase inicial do período de transferências. Mas há mais. Para os encontrar, usámos como referência o valor mais alto pago aos portistas no último defeso: 40 milhões de euros (Fábio Silva).

A cláusula de rescisão que, nesta fase, surge como a mais sedutora de todas no FC Porto é a de Tecatito Corona, até pelo facto de o mexicano ter apenas mais um ano de ligação ao clube. Como O Jogo já deu conta, a quantia estipulada no contrato do extremo até julho ronda os 25 M€, ou seja, menos cinco milhões de euros do que há um ano e também menos cinco milhões de euros do que valor que lhe é atribuído pelo portal “Transfermarkt” [ver quadro abaixo]. A partir daí e até ao encerramento da janela de transferências, o montante volta a subir para os 40 M€. De resto, no novo contrato de Otávio está prevista uma situação semelhante. A diferença está nos valores envolvidos. No caso do médio, a cláusula desce de 60 para 40 M€, voltando ao valor referência assim que o mercado for caminhando para o fim.

Entre as demais cláusulas conhecidas que se situam abaixo dos 40 M€, encontram-se quase só as dos jovens que transitaram da formação. Cláudio Ramos é a exceção. Contudo, o caso do ex-Tondela é distinto. Não só porque ainda não fez qualquer jogo oficial esta época pela equipa principal, como também pelo facto de se contarem pelos dedos de uma mão os guarda-redes transferidos por quantias tão elevadas. Já Diogo Costa, Diogo Leite, Fábio Vieira e Romário Baró são vistos como jogadores com elevada margem de progressão e, no caso dos três primeiros, podem valorizar-se na fase final do Europeu de Sub-21, depois de terem contribuído para a chegada de Portugal aos quartos de final.

Fonte: ojogo.pt