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4 Agosto, 2021

Nação Portista

A vencer desde 1893

“Da parte do Governo isto é um atestado de mediocridade ao povo português”

Jorge Nuno Pinto da Costa voltou a tecer duras críticas aos responsáveis pela proibição de adeptos nos recintos desportivos.

Jorge Nuno Pinto da Costa entrou em direto na antena da FC Porto TV e do Porto Canal para arrasar por completo as entidades governativas que teimam em impedir os adeptos de assistirem aos eventos desportivos. Minutos depois da vitória do hóquei em patins azul e branco na Luz (6-3) – a quem endereçou “os parabéns” – e momentos antes do arranque do jogo 4 da final da Liga de basquetebol, o presidente portista definiu como “lamentável” e “incompreensível” a atitude daqueles que descreveu como “os coveiros do desporto português”: “Mais do que os coveiros, estão a dar um exemplo incrível de cretinice”.

Pinto da Costa revelou ter confrontado o Ministro da Educação este sábado no Estádio do Dragão com a discriminação dos adeptos de futebol, contudo Tiago Brandão Rodrigues foi incapaz de lhe responder. “O que se passou ontem aqui é prova de que é possível ter gente nos estádios”, acrescentou o líder máximo da instituição da Invicta, antes de considerar uma “pouca vergonha” existirem “pavilhões vazios para praticar desporto e pavilhões cheios para os espetáculos musicais”. “Eu deixava aqui um conselho ao Primeiro Ministro António Costa: obviamente demita-os. Se não é capaz, demita-se o senhor”, concluiu o presidente dos Dragões.

Hóquei de parabéns
“Em primeiro lugar quero-me congratular com a excelente vitória da equipa de hóquei em patins, depois dos últimos acontecimentos, no pavilhão da Luz por 3-6. É notável e quero dar os parabéns a todos os jogadores e aos técnicos por esta vitória que conseguiram hoje.”

Coveiros e cretinos
“Aqui é uma tristeza, é um jogo importante que merecia casa cheia e temos a casa vazia. As bancadas estão completamente despidas, sem qualquer pessoa, o que é lamentável. É incompreensível, eu ontem tive oportunidade de dizer ao Ministro da Educação, na final da Champions, que eles estavam a ser os coveiros do desporto português. Mais do que os coveiros, estão a dar um exemplo incrível de cretinice.”

Ministro incapaz de prestar contas
“Eu perguntei ao senhor ministro ontem se ele compreendia como é que um jogo decisivo de basquetebol não podia ter ninguém a assistir e ontem e anteontem no pavilhão Rosa Mota, um recinto fechado, estiveram 2.500 pessoas aglomeradas, a maioria sem máscara a ver espetáculos de música. Ele não me soube responder e eu disse-lhe «Não sabe o senhor nem sabe ninguém. As coisas estúpidas só os estúpidos é que são capazes de compreender. É sinal de que afinal é inteligente».”

Final da Champions foi prova definitiva
“É lamentável, o que se passou ontem aqui é prova de que é possível ter gente nos estádios. Houve uma final da Champions com dois clubes ingleses, com público que é tradicionalmente perigoso, e em que não houve o mínimo incidente no estádio. Houve ordem, disciplina, distanciamento, máscaras… tudo correto. Houve incidentes na Baixa como houve em Albufeira à mesma hora, como há em todos os sítios onde há grandes aglomerados a abusar do álcool como tradicionalmente fazem os ingleses.”

“Obviamente demitam-se”
“Da parte do Governo isto é um atestado de mediocridade ao povo português. Permitem que os estrangeiros venham aos estádios daqui, com mais de 15 mil pessoas como ontem aqui estiveram. Mas o povo português no mesmo estádio não pode entrar. É lamentável, nós precisávamos de homens como o Humberto Delgado que viessem dizer «obviamente demitam-se». Foi a célebre frase dita por ele que ainda hoje faz história. Mas, infelizmente, Humbertos Delgados já não existem no nosso país.”

Tratamento díspar e vergonhoso
“Por isso é esta pouca vergonha de termos pavilhões vazios para praticar desporto e pavilhões cheios para os espetáculos musicais. Ver estádios com metade do público estrangeiro para ver equipas estrangeiras e os portugueses não podem. Têm que ficar de fora, às vezes em aglomerações maiores do que se estivessem dentro. É natural, não podemos esperar mais.”

Governo ridiculariza o povo
“Quando a responsável da DGS no início desta maldita pandemia veio dizer solenemente, com ar seráfico, que isto era uma gripezinha que dificilmente chegava cá. Depois foi à televisão aconselhar a que ninguém usasse máscara. Com o Humberto Delgado obviamente ela tinha sido imediatamente demitida. Mas, passado mais de um ano, continua no seu lugar a fazer estas figuras, a ridicularizar o povo português. Isto é um sinal de chacota, lá fora ninguém compreende que se possa ter gente nos estádios se o público for inglês, mas se for português o público tem que ficar de fora. É lamentável. Eu deixava aqui um conselho ao Primeiro Ministro António Costa: obviamente demita-os. Se não é capaz, demita-se o senhor.”

Fonte: fcporto.pt