Sérgio Conceição: “Temos sempre a responsabilidade de querer ganhar”

Treinador do FC Porto fez a antevisão do encontro frente ao Rangers, a contar para a terceira jornada do Grupo G da Liga Europa (quinta-feira, 17h55).

O FC Porto regressa às competições europeias esta quinta-feira (17h55) com a receção ao Rangers, em encontro a contar para a terceira jornada do Grupo G da Liga Europa. Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo, Sérgio Conceição desvalorizou o fator casa como chave para a conquista dos três pontos, uma vez que os Dragões entram em todos os jogos sempre com o mesmo objetivo: “ganhar”.

O jogo na Holanda
“Houve muita coisa má, mas nem tudo foi mau. O mais importante para mim é o estado de espírito com que cada jogador encara cada jogo e esse estado de espírito tem a ver com a mentalidade ganhadora e com a determinação com que se entra em campo. Na Holanda, tivemos momentos de muita qualidade individual, tivemos situações muito interessantes, mas uma equipa não vive só dos momentos em que tem a bola, mas também dos momentos em que não a tem, e nisso temos de ser mais equipa do que fomos na Holanda, sem dúvida nenhuma”.

As semelhanças com o Rangers
“Faz parte da estratégia para o jogo. São momentos importantes do jogo, uma vez que o Rangers é uma equipa que, tradicionalmente, tem um futebol aguerrido, combativo e de alguma agressividade. Falar em segundas bolas por vezes é confundido com não jogar futebol ou não jogar bonito, e isso não tem nada a ver uma coisa com a outra. Depende da estratégia, dos princípios da equipa, naquilo que é a dinâmica dessa equipa, porque jogar de uma forma mais direta pode e deve-se jogar assim quando se é feito com critério, e nós temos muito critério naquilo que fazemos. O Rangers também o tem porque trabalha e está talhado para isso. Há alguns jogos em que houve mais espaço e o Rangers é uma equipa que sabe jogar e que usa o espaço de uma forma muito interessante com bola, por isso estamos preparados para esses diferentes cenários, até porque muitas das vezes preparamos os jogos a pensar naquilo que fizeram na maior parte desses jogos. Depois, chegam aqui e têm uma postura diferente. Tivemos situações dessas, e muitas, no nosso campeonato e, felizmente, na Liga dos Campeões, não falo da Liga Europa porque esta é a primeira vez que estamos nesta competição comigo. Temos de pensar, principalmente, naquilo que somos, no que queremos fazer e para onde queremos levar o jogo.”

O calendário exigente
“Aquilo que me incomoda é ficar 18 dias sem jogar. Não me incomoda ter jogos de três em três dias, faz parte daquilo que são os grandes clubes, porque estão nas competições internacionais e em todas as competições a nível interno. Tenho de gerir o grupo da melhor forma e isso faz-se analisando o momento. Perguntaram ao Marcano se estávamos ansiosos por jogar frente ao Famalicão, mas ninguém fez essa pergunta há dois ou três meses, só porque agora o Famalicão é o líder do campeonato. O momento é o jogo de amanhã, frente ao Rangers, que é o jogo mais importante neste momento, depois falaremos do Famalicão, do Marítimo e por aí fora. A competição deixa-me vivo”.

A vantagem de jogar em casa
“Todos os jogos são exigentes, porque essa exigência deve-se a uma simples palavra, mas que é a mais importante no futebol: ganhar. Seja contra o Coimbrões, contra o Famalicão ou no jogo que neste momento é o mais importante frente ao Rangers. Fora ou em casa, temos a responsabilidade de vencer”.

A lesão de Tecatito Corona
“O Corona trabalhou em parte com o grupo, veremos amanhã se estará disponível para o jogo. Todos os jogadores que foram opção para entrar na equipa inicial frente ao Coimbrões foram-no porque eu achava que tinham condições para jogar. Não vou individualizar, vou sim dar uma palavra de apreço a todos os jogadores que entraram nesse jogo e que tiveram uma prestação de bom nível, como foi o caso do Saravia”.

Fonte: fcporto.pt