Sérgio Conceição: «É sempre importante começar bem»

O treinador recuou 20 anos para mostrar como bater o Besiktas esta quarta-feira (19h45) pode ser determinante.

A 11 de Setembro de 1996, Sérgio Conceição estreava-se na Liga dos Campeões, como jogador do FC Porto, com uma vitória por 3-2 no terreno do Milan. Esta quarta-feira, às 19h45, 21 anos e dois dias depois, vai estrear-se na competição como treinador, no Estádio do Dragão, frente ao Besiktas, e usou precisamente essa viagem no tempo para exemplificar como conquistar os três pontos na primeira jornada pode ser meio caminho andado para o sucesso. E, na visão do técnico, o sucesso chega se o FC Porto terminar num dos dois primeiros lugares deste grupo G. Sérgio Conceição abordou também as ausências, por castigo, de Maxi e Aboubakar – que lamentou – e recusou precisar da ajuda do avançado camaronês e de Alex Telles, que já jogaram na Turquia, para preparar o encontro. “Vamos dar uma resposta capaz”, prometeu.

As baixas de Aboubakar e Maxi
“Vocês sabem quais foram as limitações da UEFA, relacionadas com o fair play financeiro, o que nos limitou a inscrição de mais jogadores. Temos estas duas baixas, ainda assim vou ter de deixar um jogador de fora, e com estes tenho a certeza de que vamos dar uma resposta capaz, determinada, com grande ambição e à imagem do que tem sido o FC Porto no Campeonato.”

A importância de entrar com o pé direito
“Depois do sorteio, tive a oportunidade de referir que era importante começar em casa – e acabamos em casa também. É um grupo equilibrado, com quatro equipas de grande qualidade: o campeão francês, o bicampeão turco e a revelação do último campeonato alemão. É um grupo muito competitivo, em que todos os pontos vão ser importantes e queremos conseguir amanhã os primeiros três na nossa caminhada. É sempre importante começar bem a prova.”

A memória da estreia em Milão e a emoção da estreia como treinador
“Foi um momento importante para nós, fomos a San Siro e ganhámos por 3-2. Começámos bem, lá está, é muito importante. Sentia sempre uma grande emoção quando vestia a camisola do FC Porto e de qualquer clube, pela paixão que tenho por aquilo que faço. Claro que o FC Porto é um clube especial, mas também senti uma emoção enorme em orientar a equipa neste último jogo com o Chaves. Claro que os jogos da Liga dos Campeões têm outra visibilidade, outro impacto, mas não há fita métrica que possa medir a emoção. É sempre um prazer enorme estar no banco, ainda mais nesta competição fantástica, em que estão as melhores equipas do mundo.”

Jogadores no máximo
“Disse na antevisão do jogo com o Chaves, porque foi a primeira depois do fecho do mercado, que vamos ter de ser inteligentes e criativos na gestão do plantel e assim vamos fazer. No FC Porto temos gente que trabalha muito bem nas várias áreas e conseguimos sempre meter os jogadores no máximo da sua capacidade, a todos os níveis, para que possamos ir o mais longe possível nas várias provas. Claro que a prioridade é o Campeonato, mas naChampions queremos fazer uma boa figura e isso passa por ser um dos dois primeiros neste grupo, sem dúvida.”

Ajuda de Aboubakar e Alex Telles na preparação do jogo?
“Eu também conheço o futebol turco. Hoje temos tanta informação dos diferentes campeonatos de todo o Mundo, e também do turco… Tivemos de analisar o Besiktas e para além disso passei três anos na Grécia, em que é muito similar a paixão dos adeptos pelo futebol e a forma como vivem este desporto. Da equipa em si temos todo o tipo de informações e sinceramente não perguntei nada de especial ao Aboubakar e ao Alex, que têm é de concentrar-se no que têm de fazer amanhã.”

A análise ao Besiktas
“Medo não é uma palavra que se possa utilizar no futebol. Temos respeito pela equipa do Besiktas, que é composta por alguns elementos de enorme valia e experiência. Quando analisámos a equipa fazemo-lo de uma forma global, com um ou outro pormenor de algum jogador, mas não queria individualizar. É uma equipa experiente, com jogadores de qualidade e que em alguns momentos nos vai criar dificuldades. Temos de estar preparados para essa dificuldade, limitar o poderio do Besiktas com bola e ser fiéis ao que temos sido no Campeonato. Não abicaremos da nossa forma de jogar por estarmos na Liga dos Campeões.”

A componente financeira
“A possibilidade de ganhar jogos é importante financeiramente para o clube mas também para valorizar os ativos, os jogadores. Geralmente, uma equipa que tem sucesso na Liga dos Campeões – e o FC Porto tem tido – faz vendas fantásticas. Isso é essencial para os clubes, nomeadamente para os portugueses.”

Fonte: fcporto.pt