Sérgio Conceição: “É passar ou passar, não pensamos noutra situação”

Sérgio Conceição fez a antevisão do encontro desta terça-feira (18h00) frente ao Varzim, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal.

“Assumir o jogo e passar esta eliminatória”. É desta forma que Sérgio Conceição antevê o jogo dos quartos de final da Taça de Portugal, no qual o FC Porto recebe o Varzim no Estádio do Dragão (terça-feira, 18h00). Frente a uma equipa que não sofre qualquer derrota na condição de visitante desde setembro, o treinador dos azuis e brancos quer que os Dragões se encarreguem da “despesa do jogo” desde o primeiro minuto, sempre com “respeito máximo” pelo adversário.

O Varzim
“É uma equipa que, nos últimos quatro meses, não perdeu fora. Acompanhei o percurso e o início de época do Paulo Alves, que não foi o melhor, mas depois a equipa evoluiu e conquistou resultados interessantes, principalmente fora de casa, graças às características dos jogadores. Sabemos que teremos pela frente uma equipa mais contida e temos de estar precavidos para os ataques rápidos e os contra-ataques. No passado recente, é uma equipa que cria sempre dificuldades, por isso temos de ter respeito máximo pelo Varzim, fazer aquilo que nos compete, assumir o jogo e passar esta eliminatória.”

Lesão de Nakajima
“Vou olhar para o jogo de uma forma isolada, ou seja, sem pensar nos jogos do campeonato. Pensamos sempre no adversário que temos pela frente e o que queremos do jogo. Sabemos que é uma partida a eliminar. Cada jogo tem a sua história e não há tempo para recuperar, é passar ou passar, não pensamos noutra situação. O Nakajima, infelizmente, está fora do jogo por incapacidade física. Quando terminou o último jogo, ficámos a saber da lesão, que não é nada bonita de se ver, porque tem um hematoma muito grande na perna. Todos os outros jogadores, à exceção do Corona e do Pepe, estão disponíveis para contribuir. Preparamos o jogo com o intuito de o ganhar, sem pensar nos outros jogos que temos pela frente.”

Assumir a responsabilidade
“Normalmente, nas provas internas, todas as equipas têm tudo a ganhar e nada a perder contra nós. Teoricamente, não têm a história e o peso do FC Porto, mas isso é normal e estamos habituados a isso. Temos de olhar para o jogo com grande respeito pelo adversário, perceber a dinâmica desta equipa, quais são os pontos fortes quando tem e não tem a bola, o que é preciso fazer para desmontar a linha defensiva, que poderá ser mais baixa do que habitual. Cabe-nos assumir a despesa do jogo e estar sempre de uma forma equilibrada para que, no momento em que o adversário queira olhar para a nossa baliza, não sermos surpreendidos. É isto que se passa em muitos jogos do campeonato e nestes jogos da Taça de Portugal também, ainda que estes tenham sempre um ambiente diferente.”

Ajustes jogo a jogo
“É um pouco à imagem do que fui dizendo nos últimos jogos, até fiz a analogia com a Fórmula 1. É preciso ajustar, tendo em conta o momento dos nossos jogadores e do adversário. Dei um mau exemplo ao dizer a dupla de centrais para o último jogo, agora vocês estão sempre à espera que diga quem vai jogar. Talvez em 2030 volte a dizê-lo outra vez.”

Confiança em cada jogador
“Já tive a oportunidade de dizer que tenho um plantel equilibrado, naquilo que são as soluções. Penso que é o ano em que fico mais satisfeito nesse sentido.”

Diogo Leite e Mbemba
“Tentamos corrigir sempre os erros que cometemos no jogo anterior. Em relação aos dois jogadores, tive a oportunidade de falar com eles no balneário e de lhes dizer que continuo exatamente com a mesma opinião que tinha antes do jogo. Aquilo que eu avalio é o trabalho diário. Há um dia que pode correr bem ou menos bem, mas os jogadores não estão dependentes disso para modificar a minha opinião e a opinião do grupo de trabalho. Estão completamente tranquilos em relação a isso.”

Fonte: fcporto.pt