Sérgio Conceição: “Disse aos jogadores que estava extremamente contente com eles”

Sérgio Conceição projetou o FC Porto-CD Santa Clara, da sexta jornada da Liga NOS (domingo, 20h30).

Depois do arranque vitorioso na Liga Europa, com um triunfo sobre o Young Boys (2-1), o FC Porto volta a centrar atenções no campeonato, cuja sexta jornada reserva uma receção ao Santa Clara, no Estádio do Dragão (domingo, 20h30, Sport TV). Na antevisão da partida, Sérgio Conceição perspetivou dificuldades frente ao bom coletivo açoriano, mas garantiu que os azuis e brancos só pensam em somar a quinta vitória consecutiva no campeonato. O FC Porto soma 12 pontos, menos um do que o Famalicão, primeiro classificado.

O Santa Clara
“Olhamos para o adversário, sim, mas olhamos também para aquilo que queremos fazer no jogo. O Santa Clara é uma equipa bem organizada, que fez um campeonato tranquilo e que normalmente dificulta a tarefa aos ditos grandes. Amanhã esperamos essas dificuldades. Esta época está a dar continuidade ao que fez na temporada anterior, sobretudo no plano defensivo, mesmo quando muda o sistema habitual. Estamos precavidos para isso e temos de pensar no que temos de fazer para contrariar essa boa organização. É uma equipa com argumentos para dificultar a nossa vida. Só amanhã é que vamos ver qual é a estratégia do Santa Clara, mas temos de pensar na nossa equipa e naquilo que temos de fazer.”

O FC Porto
“O FC Porto vai ser fiel àquilo que tem de ser, àquilo que trabalhamos e que definimos na nossa dinâmica de jogo, tanto com bola como sem bola. Este jogo acontece poucas horas depois do jogo com o Young Boys, por isso vamos ver que está em condições para montarmos o melhor onze para ganhar o jogo.”

Vitórias pela margem mínima
“Ficava preocupado era se não ganhasse, mas temos de perceber o que estamos a fazer bem durante o jogo e perceber que devemos melhorar alguns aspetos. Estamos atentos a isso. Somos uma equipa com uma capacidade ofensiva muito grande e nas duas últimas épocas fomos a melhor defesa do campeonato. Quando há esse equilíbrio, torna-se mais fácil conseguir vencer os jogos.”

A ausência de Alex Telles
“Tenho confiança no grupo. Tenho 18 jogadores de campo e três guarda-redes convocados, e os 18 jogadores de campo podem fazer a posição de lateral-esquerdo, uns melhor do que outros, naturalmente. Toda a gente tem que conhecer todas as posições do campo e perceber o que a equipa faz com e sem bola. Gostava de contar com todos, mas estaria a dizer uma banalidade.”

O onze titular
“As dúvidas exitem sempre no dia a dia. Nós, treinadores, temos muitas certezas e algumas dúvidas, mas são dúvidas positivas. Pensar se um jogador merece iniciar o jogo é uma boa dúvida. Isso demonstra aquilo que é a competitividade dentro do plantel. Prefiro ter essas dúvidas do que não as ter.

A qualidade dos adversários
“Se olharem para o nosso segundo golo contra o Young Boys, é espetacular, tal como o primeiro. O envolvimento, os jogadores que entram na jogada, o equilíbrio da equipa, etc. Foi espetacular. Hoje em dia, todas as equipas trabalham bem, têm bons jogadores e é normal que nos criem dificuldades. Já tiver jogos verdadeiramente espetaculares em que ganhámos por três ou quatro, mas já tive jogos espetaculares em que ganhámos pela margem mínima. São formas de ver as coisas. No balneário, após o último jogo, disse aos jogadores que estava extremamente contente com eles.”

Os golos sofridos
“Tem a ver com a equipa. Podemos pensar de uma forma mais fácil e dizer que sofremos golos por causa do setor defensivo. A nossa eficácia defensiva tem a ver com toda a equipa e começa no ataque. Por vezes não temos sido eficazes, não só no momento de recuperação de bola, mas também no equilíbrio defensivo. A transição ataque/defesa tem de ser mais eficaz e há pormenores que têm de ser trabalhados. As coisas estão associadas.”

O campeonato
“Está dentro da linha do que foi no ano passado. Cada vez é mais difícil para as equipas grandes ganhar campeonatos sem derrotas ou com apenas uma ou duas derrotas. Há vários exemplos de boas equipas que começaram bem o campeonato. Há muita qualidade nas equipas técnicas e na formação dos plantéis. É difícil chegar ao fim do campeonato com 88 pontos, como nós fizemos quando fomos campeões.”

Pinto da Costa
“O nosso presidente é eterno.”

Fonte: fcporto.pt