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Receita de Alex Telles: primeiro vem a força, depois o jeito

Golo do brasileiro ao Portimonense eleito, pelos portistas, como o melhor do primeiro trimestre de 2020. Lateral mostra-se satisfeito e admite que prefere atirar em potência.

O golo apontado por Alex Telles ao Portimonense, na 22ª jornada do campeonato, disputada a 23 de fevereiro, foi eleito pelos portistas como o melhor da equipa no primeiro trimestre de 2020. O disparo, de fora da área, valeu um triunfo suado (1-0) aos dragões que, na altura, mantiveram a desvantagem de um ponto para o Benfica no topo do campeonato, entretanto anulada. Por isso, o brasileiro reconheceu, em declarações à FC Porto TV, que sentiu uma “sensação maravilhosa, de alívio e de dever cumprido”.

“Foi saber que tínhamos conseguido uma vitória graças ao trabalho de todos”, afirmou. “O Portimonense estava muito fechado, com um bloqueio muito forte e a única forma que tínhamos de fazer o golo era mesmo através de um remate de longa distância ou numa bola parada. Recebi a bola de frente para a baliza, confiei no remate e fui muito feliz”, recordou. “Mas há que realçar a crença de toda a malta até ao fim. Foi isso que nos deu a vitória”, insistiu.

A técnica e a forma do remate é sempre adaptada ao que a circunstância pede, mas Alex Telles não esconde que a que utilizou para marcar aos algarvios lhe enche as medidas. “Por característica própria e por jogar mais longe da baliza, por ser defesa-esquerdo, prefiro usar um remate com mais força, porque, assim, pode dificultar mais a vida do guarda-redes”, justificou o defesa, lembrando que os cruzamentos que saem do pé esquerdo “também são mais fortes”. “Deixo o jeito mais para um livre lateral ou frontal à baliza”, esclareceu.

O golo que mais marcou Alex Telles, dos 21 que leva desde que se mudou do Galatasaray para o FC Porto (2016/17), contudo, nem sequer exigiu muita força. Bastou sangue frio, confiança e uma boa dose de colocação. “Cada golo fica marcado de forma diferente, mas não posso negar que aquele com a Roma [penálti na Liga dos Campeões de 2018/19], que deu a reviravolta [nos oitavos de final] e que fez explodir o Estádio do Dragão, foi especial”, apontou. “Vou carregá-lo para o resto da minha vida”, garantiu o lateral.

Fonte: ojogo.pt