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Primeiros acordes de um “campeão justo”

Antigo e histórico guarda-redes portista vê equipa com garra(s) para segurar o 29.º título nacional. Em entrevista a Bola Branca, Helton destaca os jovens lançados por Sérgio Conceição. Casillas também veio “à baila”, com música sua, pois claro!

O FC Porto será um “campeão justo”. A convicção, manifestada em entrevista a Bola Branca, é de Helton, antigo guarda-redes portista.

Os dragões estão a duas vitórias do título nacional, que até pode ser festejado já na quinta-feira, na 31.ª jornada, caso ganhem em Tondela e o Benfica perca em Famalicão. Helton considera que, se a conquista do 29.º campeonato se concretizar, será de inteira justiça, após uma época atípica devido à paragem da Covid-19.

“A pandemia veio complicar não só o futebol e, tal como as outras equipas, o FC Porto também teve as suas dificuldades. Mas soube aproveitar melhor essas oportunidades. Então, sem dúvida, para mim, é um justo vencedor. Se isso se concretizar”, refere o luso-brasileiro.

Helton acredita que o FC Porto demonstra vontade e faz acreditar os adeptos: “É mais do que notória a vontade e garra de todos para conseguirem esse feito [título] e, a gente, ‘torcedores’, acreditamos que está cada vez mais próximo.”

Sérgio Conceição pede apenas foco no próximo jogo. Helton considera que essa forma de pensar “é natural”.

“Uma pessoa com responsabilidade e ambição procura o respeito pelo próximo. Há que focar nisso, para reduzir ainda mais o espaço de tempo para o objectivo final”, explica.

Fábio Vieira, mas não só

Fábio Vieira, de 20 anos, estreou-se a marcar pelo FC Porto, de livre direto, diante do Belenenses SAD. Em campo, estiveram ainda outras duas pérolas da formação portista, Fábio Silva e Vítor Ferreira.

Algo que não constitui novidade para Helton, sempre muito próximo da atualidade do clube.

“Tenho uma imagem muito boa, não só do Fábio [Vieira], mas de todos os que estão a ter essa oportunidade do mister Sérgio, que em momento algum teve receio em apostar neles. Curiosamente, foi ele [Fábio Vieira] quem marcou [o livre], quando habitualmente é o Alex Telles, que dispensa [apresentações]. Não existiu aquele ‘estrelismo’, o pensar apenas nele. [Todos] querem o mesmo e, quando isso acontece, fica tudo mais fácil”, sublinha, nesta entrevista a Bola Branca.

De resto, o ex-guardião portista olha hoje para dentro do relvado e observa semelhanças com o seu próprio passado:

“Vejo um pouquinho do filme da minha trajetória. Todos os jogadores que vão lá para dentro têm de estar preparados para serem titulares, mas têm de fazer bem durante a semana. O fim de semana é apenas uma cereja no topo do bolo, porque o bolo é construído durante a semana, com trabalho.”

A camisola de Casilas e o eterno concerto de Helton

Iker Casillas continua a vibrar com os o FC Porto e, no domingo, assinalou a vitória sobre o Belenenses SAD, referindo que faltam “só mais uns passinhos” para que se possa festejar a obtenção do título.

“Esta equipa merece tudo, grande passo para o campeonato”, escreveu o espanhol nas redes sociais, partilhando uma imagem da classificação da I Liga. Isto dias após ter chegado ao fim a sua ligação contratual aos azuis e brancos.

Helton, que fala de Casillas como alguém humilde e ótimo profissional com o qual privou, não tem dúvidas que o plantel recebeu muito bem a mensagem do ícone.

“O Iker sempre demonstrou a sua humildade, sempre foi um óptimo profissional, pelo menos nos momentos em que estivemos juntos. Não tenho com que me queixar. Muito pelo contrário, agradeço e até tenho uma camisola oferecida por ele. E quando se trata de Iker Casillas, um dos ícones do futebol mundial, é sempre bem-vindo. E acredito que [a mensagem] tenha sido recebida pelo grupo da melhor forma”, revela o antigo dono da baliza do FC Porto.

O carioca, hoje com 42 anos, entrou em Portugal em 2002 pela porta da União de Leiria. Vestiu a seguir a camisola do FC Porto (entre 2005 e 2016) e tornou-se uma das referências do clube. Penduradas as luvas, continua a fazer de Portugal a sua casa. Conhecido igualmente pelos dotes na música, Helton garante que esta o acompanhará, aconteça o que acontecer, dentro das quatro linhas, com o seu FC Porto.

“[Risos] Bem, música minha há sempre. Independentemente do que vier a acontecer, o Helton está sempre com música”, finaliza, ao seu estilo.

Fonte: rr.sapo.pt