Mudanças constantes de Sérgio Conceição “não são muito compreensíveis”

A má prestação europeia, a fragilidade competitiva da liga portuguesa e o dérbi imprevisível no Bessa são assuntos abordados por Raul Sousa, antigo jogador do FC Porto que foi adjunto de Manuel José no Boavista.

Raul Sousa, antigo jogador do FC Porto, não compreende as frequentes mudanças que Sérgio Conceição opera no onze e considera que essa instabilidade tem fragilizado a equipa.

“As mudanças constantes nos onzes do FC Porto não são muito compreensíveis para quem está de fora e daí talvez resulte a falta de consistência nas exibições”, opina Raul Sousa, em entrevista a Bola Branca, no rescaldo da derrota no terreno do Rangers, em que o treinador montou uma estratégia com três centrais, nunca vista no seu “reinado”.

Uma das razões apontadas por Sérgio Conceição para a queda de rendimento na Europa, entre os seus dois anos anteriores e este, foi as várias mudanças no plantel para esta época.

Plantel novo não tem rendido como devia

Raul Sousa aceita a ideia de que os dragões estão “diferente das épocas passadas”, mas alerta que os jogadores contratados têm qualidade:

“Os outros jogadores já tinham alguns anos de clube, havia um entrosamento e conhecimento mútuo que é sempre benéfico para o rendimento da equipa. No entanto, os jogadores contratados já demonstraram que têm valor, mas por um motivo ou outro, que quem está de fora pode não enxergar, as coisas não estão a render como deviam estar.”

Depois de um mau resultado na Europa, Raul Sousa considera que “é sempre desejável e importante que haja uma reviravolta”, a nível interno.

“No entanto, temos de ver que os jogos com o Boavista são difíceis em qualquer circunstância, mais ainda agora porque só tiveram uma única derrota ainda. É importante que o FC Porto dê uma imagem completamente diferente, mas o próximo jogo não vai deixar de ser muito difícil”, avisa.

Campeonato “muito pobre” prejudica

Apesar das críticas a Sérgio Conceição e aos jogadores, Raul Sousa reconhece que não fica muito admirado pelo mau desempenho das equipas nacionais, como Benfica e FC Porto, nas competições europeias, “porque o campeonato este ano está com uma pobreza enorme”.

Combater a menor competitividade do campeonato português é fundamental para que as prestações europeias sejam melhores e mais de acordo com as responsabilidades dos grandes nacionais.

“Todos os jogos são muito maus, muito fracos, mesmo das equipas que normalmente tinham um ou outro momento menos bom, mas a sua superioridade e a capacidade dos seus jogadores acabava por vir sempre ao de cima”, analisa.

Os dragões tentarão afogar as mágoas europeias no domingo, às 21h00, no Estádio do Bessa.

Fonte: rr.sapo.pt