Gestão de risco do FC Porto “pode correr bem, mas também pode correr mal”

O economista Camilo Lourenço analisa a antecipação de receitas de televisão, para já de 30 milhões de euros, comunicada pela SAD dos Dragões à CMVM.

A antecipação de receitas comunicada pela SAD do FC Porto à CMVM denuncia “indiscutivelmente um problema financeiro grave”, de acordo com a leitura do especialista em economia Camilo Lourenço.

“As empresas, quando fazem isto, seguem o raciocínio de que, se se ganhar no futuro, vai-se compensar aquilo que deixou de existir”, explica o economista, em declarações a Bola Branca. Porém, avisa que “há um drama destas coisas” e que “se chama gestão de risco”: “Tanto pode correr bem, como correr mal.”

Esfumada a expectativa de encaixe de uma verba a rondar os 50 milhões, por ter falhado acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, o FC Porto precisa mesmo deste encaixe, “para não ter de fazer alienações significativas, o que colocaria em causa a competitividade da equipa de futebol”. Contudo, os problemas continuam a existir.

“É um expediente que não resolve nada do ponto de vista estrutural”, sublinha Camilo Lourenço, dado que, antecipando verbas, as “receitas não vão existir” no futuro.

Fonte: rr.sapo.pt