FC Porto tem dois esquerdinos para Folha fazer crescer

Irala e Anderson Canhoto foram inscritos pelo FC Porto no último dia do mercado de transferências. São dois jogadores de ataque que vão estar à prova na equipa B.

Anderson Canhoto já chegou – e até já se estreou no particular com o Oliveira do Bairro -, Santiago Irala só viaja dentro de duas semanas porque foi operado à cara. Os dois são jovens, esquerdinos e reforços inscritos pelo FC Porto no último dia de mercado. Vão estar às ordens de António Folha na equipa secundária.

Irala é o mais novo. Tem 18 anos, e é avançado, embora também possa jogar nas alas. Foi sujeito a uma cirurgia reconstrutiva na bochecha esquerda na quarta-feira e terá de enfrentar um período de repouso de 15 dias. Só depois viajará para Portugal, onde chega por empréstimo do Rubio Ñú. “É um rapaz da casa, tem muito boas condições e esperamos que seja contratado, porque seria muito bom para ele e para nós também”, referiu Rúben Ruiz Díaz, presidente do clube pelo qual Irala se estreou, em 2015, com 59 minutos no triunfo sobre o Olímpia. As indicações que deu foram boas, mas depois foi afastado da equipa e relegado para os sub-16 por não aceitar assinar contrato com o empresário Augusto Paraja, que investira no clube. Os pais de Irala chegaram a ameaçar pedir a rescisão com justa causa, alegando “o interesse na formação do jogador”. Porém, Irala acabou por ficar e fazer 44 jogos pela equipa principal em dois anos.

Anderson Canhoto já fez 20 anos e regressa com mais experiência, uma vez que já esteve a experiência no Olival, quando tinha 16 anos, depois de ter brilhado na Copa São Paulo de juniores ao serviço do Chapecoense. Essa competição é, por norma, acompanhada por olheiros dos grandes clubes europeus e foi lá que Anderson foi descoberto pelos dragões. Fez cinco jogos e marcou um golo, atuando quase sempre no lado direito do ataque, apesar de ser esquerdino, conforme o seu apelido indica. Não ficou à primeira no FC Porto, mas tem agora uma nova oportunidade de convencer os dragões, sob as ordens de António Folha. A estreia aconteceu no sábado, no particular com o Oliveira do Hospital, e logo como titular.

Anderson Canhoto tem um bom drible curto e fortes arrancadas, características que herdou do futsal, onde começou a jogar com apenas seis anos. Depois de quatro anos na escolinha do Atléticos, passou pelo Cerâmica e depois foi tentar a sorte no Cruzeiro, onde ganhou o apelido que mantém na camisola. Em 2104 mudou-se então para o Chapecoense, onde treinava duas vezes por semana com o plantel principal. Na época passada esteve cedido ao São José de Porto Alegre.

Fonte. ojogo.pt