Boxe: “Fizeram tudo para não nos deixar festejar”

O treinador Carlos Silva e o pugilista Bertinho Júnior sentiram-se injustiçados pela arbitragem na Taça de Portugal, disputada no último fim de semana.

Com a oportunidade de adicionar a Taça de Portugal às conquistas dos campeonatos regional e nacional, a equipa de boxe do FC Porto deslocou-se até ao Algarve focada em somar mais uma vitória. Apesar da excelente demonstração dentro do ringue, os Dragões sentiram-se injustiçados pela equipa de arbitragem, que prejudicou “os atletas e o clube”. As palavras são de Carlos Silva e Bertinho Júnior, treinador e pugilista que se sentem impedidos de “fazer história ao fim de 20 anos”.

Carlos Silva (treinador)
“Estamos a ser prejudicados em tudo. O boxe a nível nacional vai ter que mudar, porque o FC Porto tem uma equipa muito forte, como todos os seguidores da modalidade sabem, e damos luta dentro do ringue frente a qualquer adversário. Esta Taça de Portugal fica-nos entalada porque, para além de quererem prejudicar os nossos atletas, também querem prejudicar o nosso grande clube. É inadmissível que o combate do Bertinho Júnior, que deixou atordoado por várias vezes o adversário, nunca tenha sido interrompido. Vencemos os três assaltos de forma clara e nada fizeram para que a decisão fosse justa. Estiveram lá para nos prejudicar e no Campeonato Nacional também. Podíamos ter feito história ao fim de 20 anos, porque tínhamos a oportunidade de conquistar o terceiro troféu da época. Vencemos o campeonato regional e o nacional há três meses e tínhamos a oportunidade de também vencer a Taça de Portugal, mas fizeram tudo para não nos deixar festejar mais uma vez.”

Bertinho Júnior (pugilista)
“Fomos prejudicados no domingo, desde a final de 60kg até à final de 81kg. Estava com a ideia de ter perdido o primeiro assalto e de ter vencido o segundo e o terceiro, mas depois de ver o combate percebi que não perdi qualquer assalto. No meu combate, joguei com um atleta do Algarve e o árbitro que estava no ringue connosco era do Porto, mas os árbitros que estavam a pontuar eram todos do Algarve e acabaram por beneficiar o atleta da casa, algo que não pode acontecer. Sinto que fui prejudicado, não só neste combate, mas também na final do Campeonato Nacional, frente a outro atleta do Algarve. Todos viram, no domingo, que o campeão deveria ter sido eu e não o meu adversário.”

Fonte: fcporto.pt